Arquivos | janeiro, 2011

Jenkins: comunidades de marca na cultura da convergência

26 jan

Henry Jenkins, no seu Cultura da Convergência, de 2008, fala de comunidades que se formam na internet em torno do consumo de produtos midiáticos. O tema tem sido muito discutido no Brasil, por interessados de diferentes áreas, mas que tem em comum a internet. Deixo aqui algumas notas gerais da minha leitura do livro:

1. A partir da dinâmica da web 2.0, modos de consumo comunitário são potencializados com a formação de comunidades digitais, algumas das quais já nascem por iniciativa do público com objetivo declarado de ser ponto de encontro para o consumo de determinados produtos da cultura contemporânea. Organizadas pelos consumidores ou pelas próprias marcas são o que Jenkins chama de “comunidades de marcas”, onde busca-se a construção de vínculos entre os consumidores de uma determinada marca e/ou entre os consumidores e a marca.

Segundo a lógica da economia afetiva, o consumidor ideal é ativo, comprometido emocionalmente e parte de uma rede social. Ver o anúncio ou comprar um produto já não basta; a empresa convida o público para entrar na comunidade da marca (p.46-47).

2. Segundo Jenkins, estas comunidades constituem-se em um contexto de predomínio de uma cultura da convergência. O autor explica que a convergência dos meios de comunicação, a cultura participativa e a inteligência coletiva configuram um momento historio em que as mídias passam por um movimento centrifugo, que mistura coisas que já existem, para gestar novos equipamentos e conteúdos. Para usar uma metáfora musical, a cultura da convergência produz uma remixagem.

3. O aumento da compatibilidade entre dispositivos técnicos, o emprego de diversas linguagens para contar uma história, apontam para a convergência: convergência tecnológica, de linguagens, de costumes, em suma, convergência cultural. Neste processo, a internet tem papel de destaque. Transporta conteúdos em diversas linguagens e possibilita a formação de comunidades. Comunidades, de iniciativa das marcas e produtos ou do público consumidor, nascem com objetivo declarado de ser ponto de encontro para o consumo – e as vezes, também produção – de determinados produtos.

4. Jenkins (2008) explica que com o conceito de convergência pretende referir-se ao fluxo de conteúdos por mídias variadas, à relação entre os mercados midiáticos e ao comportamento nômade dos consumidores. “Convergência é uma palavra que consegue definir transformações tecnológicas, mercadológicas, culturais e sociais”. (p.27).

Discurso da formatura em Comunicação da turma 2010.2 da Facom-UFBA

11 jan

Oi. Tive o grande prazer de ser o orador da turma 2010.2 da Facom-UFBA. E, atendendo a sugestão de um amigo, vou deixar o discurso aqui:

Saber que nesta turma de comunicólogos qualquer um poderia ocupar este púlpito aumenta em muito minha responsabilidade, mas na mesma proporção aumenta a satisfação de poder falar aos colegas, professores, amigos e familiares. Obrigado pela oportunidade!

***

Hoje é um dia solene para nós. Tornamos-nos socialmente reconhecidos como profissionais da comunicação, uns Jornalistas, outros Produtores Culturais.

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