Com a complexificação crescente das sociedades, desde a formação do estado assentado nas bases econômicas e jurídicas que conhecemos hoje, a comunicação ganha, cada vez mais, importância para o exercício da cidadania, uma vez que a esfera pública onde os cidadãos tratam das coisas que lhes são comuns torna-se mediada. O debate entre os cidadãos deixa gradativamente de acontecer nos bancos de praça e cafés, as suas opiniões passam a ser representadas em páginas de jornal, frames do cinema, ondas do rádio e, mais tarde, da TV e, desde inicio da década de 90 do século passado, na internet.
Esta mediação do debate público não-formal é vista como um problema quando as posições sociais representadas nesta esfera pública midiatizada não correspondem às forças que pulsam na sociedade. Esta dinâmica se torna de tal modo acentuada que a inexistência de representação de algo na arena midiática é quase o mesmo que a inexistência social, ou ainda, como falam os mais radicais, existindo representação nem mesmo é necessário a existência.